Palmeiras faz boletim de ocorrência após protesto de organizada

Antes do jogo do último domingo contra o Flamengo, torcida organizada do Palmeiras, Mancha Alviverde, fez um protesto na frente do CT da Barra Funda

Um dia após o ocorrido, o clube divulgou em seu site uma nota oficial, informando que solicitará abertura de inquérito policial. Durante o protesto, torcedores arremessaram objetos – incluindo pamonhas, bananas e pipocas – no ônibus que transportava o time.

 

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(Foto: Newton Menezes/Futura Press)
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(Foto: Newton Menezes/Futura Press)

Segundo relatos, estilhaços de vidro atingiram o atacante Keno e uma funcionária da comissão técnica, que estavam em uma van atrás do ônibus. Os torcedores da Mancha Alviverde cobravam, entre outras coisas, a demissão de 11 jogadores.

O Palmeiras respondeu ao protesto em campo. Venceu por 2 a 0 do Flamengo, no Allianz Parque. Deyverson, um dos atletas que estavam na lista de demissão dos torcedores, fez os dois gols do jogo.

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(Foto: Cesar Greco)

Após a partida, Dudu, atacante do Palmeiras, falou sobre o protesto:

“A gente ficou um pouco triste. Saindo para trabalhar… Não sei se foi pedra, o que foi, mas quebrou o ônibus. Jogaram alguma coisa no ônibus, veio estilhaço. Mas é passado isso aí.”

“A gente sabe o amor que eles têm pelo clube, eles querem sempre o melhor. Nós também sempre queremos vencer, o melhor pelo clube. Infelizmente, neste ano, não conseguimos conquistar o campeonato. Agora nos resta essa vaga na Libertadores. A gente vai lutar por ela” completou.

Na coletiva de imprensa desta segunda-feira, Deyverson falou sobre o ocorrido:

“A cobrança da torcida é normal, só não é normal quando passa do limite, como um torcedor que jogou pedra e pegou no vidro, isso chateia. Quase pegou no Jailson, no Keno e na nossa nutricionista. Isso que nós ficamos chateados, porque somos humanos como outros, temos família e filhos. Na Europa, com o Real Madrid, Barcelona, que joguei contra, e no Alavés, que joguei, tem pressão também”.

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(Foto: Jales Valquer/Foto Arena/Estadão Conteúdo)

Com o acontecido, o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Maurício Galiotte, prometeu se distanciar das torcidas organizadas, não permitindo mais qualquer diálogo autorizado entre as torcidas e os jogadores.

Nota oficial

A Sociedade Esportiva Palmeiras lavrou Boletim de Ocorrência e irá solicitar a abertura de inquérito policial para que se apure o lamentável episódio deste domingo (12) envolvendo o ataque aos veículos que transportavam a delegação para a partida contra o Flamengo.

Dois integrantes do Departamento de Futebol do Palmeiras foram atingidos por estilhaços dos vidros que foram quebrados por manifestantes que acompanharam a saída do ônibus da Academia de Futebol.

Muito mais do que danificar um patrimônio do Palmeiras, colocar em risco a integridade física de seres humanos, profissionais que estavam no exercício de suas atividades, é inadmissível e injustificável. Por isso não vamos tolerar tais condutas.

Como Presidente do Palmeiras reforço que, enquanto eu ocupar este cargo, não haverá qualquer tipo de diálogo autorizado pela Diretoria entre integrantes de torcidas organizadas e jogadores do clube.

Reitero que seguirei mantendo a política de não conceder qualquer privilégio às torcidas organizadas. O clube valoriza muito seu torcedor e respeita todos os protestos, desde que sejam feitos em local e maneira adequados. Atos de violência são inaceitáveis e por isso serão reprimidos.

O Palmeiras irá fornecer todas as provas, imagens e testemunhos de quem acompanhou o episódio para auxiliar as autoridades.

Maurício Galiotte
Presidente – Sociedade Esportiva Palmeiras

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(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Por Giselle Silvestri

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